segunda-feira, 27 de abril de 2009

"se quer ver, veja, mas não leia"

Acho que todo mundo meio que já conhece minha ingrisia com a 'veja' e sua trupe de palhaços acrobatas.

Acontece que li muito a revista durante muito tempo. Até hoje, quando tenho oportunidade, dou uma lida na revista, procuro sempre a parte de "crítica" cultural ao final (que de quando em quando salva alguma coisa) e, claro, rio muito das estultices que ela publica.

Então pensando cá...
talvez eu esteja sem motivo pra vida?
um amargurado daqueles, que se refestela com qualquer tropeçada alheia?
um chato sem assunto original?

Não acho que seja isso. Pelo menos acho que não com a veja.

(Concordo que, no caso do rubinho barrichello, por exemplo, eu seja intransigente: é repugnância profunda por aquela lesma; mas ele bem que merece um post bem comprido sobre o que acho de sua gosminha.)

Voltando: o problema principal da veja é que ela costumava ser uma revista. Inegável até sua importância para a democracia brasileira e o cenário político. Capas magistrais e análises cuidadosas trouxeram bons frutos ao nosso país (p.ex, a do pedro collor de melo).

Só que tudo isso foi por água abaixo há muito tempo...

Que hoje ela sobrevive com uma roupagem bem moderninha classe média branca "i love usa", " i need a s.u.v de dois andares", " i want a house in condomínio fechado": tá na cara, é só ler uma revista inteira. Nem tem mais a capacidade de ocultar o jogo que fazem: escancararam tudo há algum tempo.

Daí que ela me saiu com essa agora (uma discussão mais ampla está no site do idelber)

Resumindo a ópera:
A veja publicou uma figura sobre DNA totalmente errada.
Não pouco: conceitualmente muito errada.
E sabendo que essa joça atinge muitas pessoas ditas 'formadoras de opinião' e que fazem parte da elite de nuestro país, um pesquisador da USP Ribeirão, Ricardo Vêncio, escreveu polidamente demonstrandos os erros crassos da reportagem.

É inacreditável, mas esta foi a resposta da revista:

Prezado Ricardo Z. N. Vêncio,

Agradecemos as observações sobre a reportagem "Um gene, várias doenças" (22 de abril de 2009 - página 98). Consultamos os jornalistas responsáveis pela reportagem. Eles nos forneceram os seguintes esclarecimentos: "Por não ser uma revista científica, VEJA pode sim representar os genes como bolinhas. Cometeríamos erro se tivéssemos trocado os genes pelo DNA ou coisas do gênero. As imagens publicadas foram obtidas em bancos de imagens e estão identificadas da mesma forma como aparecem em VEJA."

Atenciosamente,

Redação/Revista VEJA (www.veja.com.br) .

É ou não é inacreditável? Vamos partir dessa auto-permissão de mentir, ludibriar e manipular o leitor para fazer algumas analogias possíveis:

a) como a veja não é revista de análise política, ela pode representar o governo Lula como um desgoverno que não sabe o que faz
b) como a veja não é revista financeira, ela pode manipular a crise e insuflar o medo todos os dias
c) bom, a veja também não é revista imparcial, podemos colocar os cães de guarda da direita (o tio rei azevedo, o mainardi) a vociferar, sempre com uma roupagem de isenção.

Pensei só nesses exemplos, mas outros muitos existem para pensarmos juntos.

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Este caso da veja me lembra um fato ocorrido conosco na faculdade, lá no Instituto de Ciências Biológicas da UFG nos idos de 2003.

A discussão era sobre Evolução Humana: terreno bastante pantanoso, se não feito uma rigorosa estipulação metodológica para não incorrer em induções erradas.

Em sala com o professor (diga-se de passagem, um tremendo professor: infelizmente somente lá no púlpito), essa amiga nossa trouxe uma argumentação baseada em uma reportagem (até muito correta à época) publicada pela veja daquela semana.

Com o qual nosso professor, algo descompensado com a 'novidade', esbraveja com ela: "donde tu tirou isso?"

Ela responde: eu li na veja.

Pra quê... pra quê.

Vocês não acreditam o piti que esse professor deu em cima da garota, coitada. Só me lembro do finalmente:

"E Veja lá é revista científica? Serve pra alguma coisa? Nem pra limpar o r.... aquela coisa serve"

À época, achei engraçado (no momento) alguém trazer argumentos da veja para a sala de aula: era notório nos corredores a quantidade de besteira que a revista publicava. Ri de verdade da ingenuidade da menina, eu cheio de certezas e despeito com o mundo.
Depois, lembro que todos nós ficamos chateados com o episódio e o modo como o professor esporrou na moçoila.

À época ...

Hoje, não dá mais... Ele está com a razão: desconfiem da veja. Sempre.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

aos meus sete leitores





Aos meus sete leitores que sempre passam por aqui, hoje vim compartilhar um pequeno pensamento de como a vida dá voltas e voltas e não enxergamos como isso é belíssimo às vezes, imersos na velocidade dos megabits por segundo.

5 anos depois, refaço, navegando, uma das trilhas que singrei e me esqueçara.

E já pensei que muito dificilmente eu retornaria àlguma origem.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Grande Joaquim: Obrigado


Que orgulho que você nos deu chamando às caras aquele descarado do Gilmar Mendes.
Por tudo que você já fez por nós,
e principalmente porque tu é um negão foda pra caralho
num país de preconceito velado:

meu muitíssimo obrigado.

Sulk

Hoje, tento escrever algumas linhas.
Rabisco a maior parte do que escrevo.
Sempre penso nos conselhos de Rilke ao jovem poeta Kappus:

Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever? Isto acima de tudo: pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite:"Sou mesmo forçado a escrever?"

Acho que não morreria se me fosse vedado escrever.

Talvez por isto, como o vento que às vezes bate por aqui na prisão de tempos em tempos, me sinto um tanto amuado com minhas páginas.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Pessoa

Aniversário
Álvaro de Campos

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

15/10/1929

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Ainda festejo o dia dos meus anos. Obrigado a todos vocês.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Feriadão

Eu sou egoísta

Se você acha que tem pouca sorte
Se lhe preocupa a doença ou a morte
Se você sente receio do inferno
Do fogo eterno, de Deus, do mal
Eu sou estrela no abismo do espaço
O que eu quero é o que eu penso e o que eu faço
Onde eu tô não há bicho-papão
Eu vou sempre avante no nada infinito
Flamejando meu rock, o meu grito
Minha espada é a guitarra na mão

Se o que você quer em sua vida é só paz
Muitas doçuras, seu nome em cartaz
E fica arretado se o açúcar demora
E você chora, cê reza, cê pede... implora...
Enquanto eu provo sempre o vinagre e o vinho
Eu quero é ter tentação no caminho
Pois o homem é o exercício que faz
Eu sei... sei que o mais puro gosto do mel
É apenas defeito do fel
E que a guerra é produto da paz

O que eu como a prato pleno
Bem pode ser o seu veneno
Mas como vai você saber... sem tentar?

Se você acha o que eu digo fascista
Mista, simplista ou anti-socialista
Eu admito, você tá na pista
Eu sou ista, eu sou ego
Eu sou ista, eu sou ego
Eu sou egoísta, eu sou,
Eu sou egoísta, eu sou,
Por que não...

Raul Seix
as
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Bom início de feriado!

terça-feira, 7 de abril de 2009

leitmotif

De uns tempos pra cá, parei de fazer poesia.

Recordo, agora,
que não há culpados
ou motivos

suficientes, que bastem
por si e a sós:
livres de minha auto-enganação.

No gramofone empoeirado
somente aquele leitmotif
inescapável

que arranha
a membrana
em que me sustento.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Reduzir bebida emagrece mais do que cortar comida, diz pesquisa

JULLIANE SILVEIRA
da Folha de S.Paulo

As calorias ingeridas por meio de bebidas influenciam mais na perda de peso do que aquelas consumidas por alimentos sólidos. A constatação vem de um estudo da Johns Hopkins School of Medicine, que avaliou 810 adultos com idades entre 25 e 79 anos.

Os pesquisadores acompanharam os voluntários por 18 meses e monitoraram a redução de consumo de líquidos e alimentos sólidos. Nos primeiros seis meses, observaram que a redução de somente uma porção de bebidas açucaradas (como refrigerantes e sucos industrializados) foi responsável, isoladamente, pela perda de meio quilo no período.

Já a diminuição de peso foi cinco vezes menor quando houve restrição da mesma quantidade de calorias ingeridas por alimentos sólidos. "A hipótese é que regulamos melhor a ingestão de calorias sólidas do que de líquidas. Isso significa que é mais fácil exagerar quando bebemos do que quando comemos", disse à Folha Benjamin Caballero, professor da Johns Hopkins e líder do estudo.

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E quando eu quase achei um bom motivo pra parar de beber,
descubro que é de suquinho de laranja que eles tão falando.
Eu não tomo suquinho de laranja, ué.

E eles me levando a crer que era de bebida que eles estavam falando, tsc.

Agora, que é mais fácil exagerar na bebida, ô se não é verdade: to aqui pra confirmar =D!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Noblat e sua vagabundagem

Eu até lia esse canalha.
Mas há algum tempo parei de ler.
Aliás, tá difícil se situar se acompanhamos a grande corja.
Generalizemos:
'êta povinho' reaça, moralista, dissimulado e pretensioso.
Tanta desfaçatez e manipulação embrulham o estômago.
Esqueçamos o Noblabla

"Mas como? tu faz parte dessa mesma laia que tu apedreja! Tu não tem legitimidade pra falar dela."
Com certeza absoluta não foram os livros e os estudos: não levam a lugar algum.
"Donde tu tira essas ideias, seu pseudo-comunistinha de merda?"
Pois é. Mas talvez seja complexo de culpa? Vai saber....
Pelo menos o de vira-lata eu não tenho!

"E ainda por cima, fica aí tirando uma. Certeza"
E a estrela que estava lá, em 2002 e 2006?
"ah ... esquece... pra que discutir isso?"

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Espetacular. Essa eu peguei do Sergio Leo.

"Para quem pensa que uma imagem vale mil palavras, essa aqui diz alguma coisa. O barbudo ao centro, ao lado da rainha, é o Lula, aquele que sabemos, pelo que lemos no Brasil, que hostiliza Europa e Estados Unidos, perdeu a liderança da América Latina para Hugo Chávez, tomou uma série de decisões ideológicas equivocadas e só colheu derrotas na política exterior.

O cara atrás dele é o presidente dos EUA, um tal Obama, que declarou ser o Lula o líder mais popular do mundo. Deve ser porque a imagem dos EUA no mundo anda péssima, e o Lula, como lemos sempre, odeia os EUA. Obama, aliás sabedor da máxima sobre imagens e mil palavras, fez questão de registrar, em vídeo, AQUI, sua irritação com o nosso conhecido antiamericanismo de Lula, que ele teve ocasião de comprovar ao recebê-lo entre os primeiros chefes de Estado que convidou à Casa Branca.

Como sabemos, por analistas insuspeitos, que a política externa de Lula é um fracasso, deve haver alguma razão para ele estar à frente, na foto, assediado e cercado pelos líderes das maiores potências mundiais: provavelmente, deram uma prensa nele cercaram o cara antes que ele fugisse e, logo depois da cena fotografada, o levaram para Guantánamo. Ou estão morrendo de medo do aparato bélico brasileiro, capaz de lançar poderosos mísseis metafóricos sobre os descendentes de arianos do planeta. Ou o Lula, aquela vergonha nacional que só sabe dar gafes, sentou no lugar reservado ao príncipe Charles.

O que mata nesses encontros internacionais é essa maldita política externa ideológica, esse lulismo irracional dessa gente loura de olhos azuis desinformada lá no primeiro mundo. Gente, ás vezes, como mostrou o Obama, nem tão loura, nem tão zarca."
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genial chico!
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Em tempo:

"Para não falarem que não damos habeas corpus para pobres, dos 350 últimos, 18 foram para pobres" por Gilmar Canalha Mendes.

"É o país da piada pronta", por Luis Nassif: leitura obrigatória.

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Ontem a noite, voltando solitário pelas ruas de Goiânia, a cerração que caía lentamente deixava as ruas e as casas, sob as quais eu furtava um pouco de asfalto com as rodas do carro, envoltas em uma atmosfera belíssima: convite ideal à contemplação.
Uma contemplação confusa, entretanto.
Há dias e dias que ando meio melancólico.

quarta-feira, 25 de março de 2009

quem tem teto de vidro não deveria atirar pedras...

Partidos e Fiesp nos papéis da Camargo Corrêa

ÉPOCA teve acesso a informações do inquérito da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, no qual há referências a repasses de dinheiro da empreiteira para quatro partidos políticos PSDB, DEM, PMDB, PS, PDT e PPS e para a Fiesp. Um dos políticos citados no documento é o senador Agripino Maia

Adivinhem quem mandou prender esses vagabundos?
Esse cabra aí do lado.

Que tá sendo acusado e desencado por muita gente porque anda com aquele 'meliante' do Protógenes...


terça-feira, 24 de março de 2009

já dizia vinícius ...

tem dias que fico
pensando na vida...
e, sinceramente,
não vejo saída

como é, por exemplo,
que dá pra entender:
a gente mal nasce
e começa a morrer

depois da chegada, vem sempre a partida
porque não há nada sem separação

sei lá, sei lá...
A vida é uma grande ilusão
sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão.

domingo, 22 de março de 2009

não adianta roubar...

éramos para ser campeões absolutos do carioca
quiçá invictos, se não fosse o tropeço na primeira

mas as forças malignas, manipulando juízes e tribunais
conseguiram retirar um pouco da nossa glória

mas não dá nada não
cada um sente o nosso veneno
no momento certo...

não é flamengo?

Só Amarante Salva!

e teje dito...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Essa tem peito

Segue abaixo a transcrição da resposta da Procuradora Regional da República de São Paulo, Ana Lúcia Amaral.

CONTROLE EXTERNO

Oportuníssima a análise da proposta do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) de controle da Polícia a ser feito pelo Poder Judiciário (Procurador-geral critica ideia de Mendes para controlar PF, 14/3, A12). Mais um factoide do “chefe de poder de Estado”, que se esquece de um princípio basilar: a inércia técnica do Poder Judiciário. O Judiciário não pode iniciar investigação porque terá de, eventualmente, julgar ação decorrente da investigação. No afã de aumentar o poder pessoal, o presidente do STF busca desmoralizar outras instituições, como a Polícia e o Ministério Público, que são melhor avaliadas pela população do que o Poder Judiciário, e exatamente quando certo setor privilegiado da sociedade é alcançado pela ação do Estado. Sim, a atuação do Ministério Público e da Polícia é o exercício do poder persecutório do Estado e está inscrita na Constituição. Essa teria sido, nas palavras de Mendes, uma “barriga” da imprensa, que deu alarde à “novidade”. Sua excelência só vê barriga quando a imprensa abre espaço àqueles que pensam de forma diametralmente oposta à sua. Não teria sido “barriga” da imprensa a divulgação de gravação cujo áudio ninguém sabe e ninguém viu?

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

procuradora regional da República

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Essa tem o direito de ostentar, pra orgulho geral da nossa nação, a poesia de Pagu, de Rita Lee:

"Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Uh! Uh! Uh! Uh!...

Eu sou pau prá toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Hum! Hum! Hum! Hum!
(...)

Nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem..."

quinta-feira, 19 de março de 2009

Becomming 2.0 !

oa!

Do lado direito agora, um 'pruguin' do meu Twitter.

Chama-se microblogging: você escreve em 140 letras o que você está fazendo agora.
Começou assim, mas a inventividade dos usuários o tornou muito maior do que essa pequena idéia.

Aí você começa a postar suas mensagens para seus amigos e para o mundo. Tem a disponibilidade enviar mensagens para assuntos específicos (com a tag #assunto), e as pessoas procuram outras pessoas que falam dos mesmos assuntos. Criam-se então canais de comunicação.

Uma das vantagens é a velocidade.

Muito do que se dá na imprensa mundial hoje veio através do twitter. Coberturas in loco de eventos o tornam a ferramenta indispensável pro jornalista.

Eu como gosto de seguir onda, to nessa agora hehehe

E quem tiver twitter, me sigam. Vamos fazer uma aldeia nossa por lá, quem sabe?

quarta-feira, 18 de março de 2009

Loser Manos

Pois é.


Os caras voltaram pra abrir o show do Radiohead (ô raiva de não estar lá).
O melhores shows do Radiohead eu nunca vou ver, pois eram da época da tríade deles (Pablo Honey, The Bends e Ok Computer). Mas o último cd deles, In Rainbows, é de um bom gosto impressionante. Apesar de ser muito menos rock (a proposta, como toda banda genial, é não se imobilizar em seu estilo ou tempo) e ainda mais eletrônico, sinceramente com algumas duas ou três ouvidas você se apega a todo o cd.

Então, pra abrir o show dessa puta banda, rejuntaram-se aqueles malas do Loser Manos.
Porque eu fico puto? Porque eu fui um puta fã dos caras depois do Bloco.
Mas antes da história, uma passagem: Uma vez, eu e meu irmão Waltin xingamos os caras no Rio Sul Shopping la no Rio de Janeiro, lá pelos idos de 2000.

Estavam lá, os quatro mosqueteiros, andando serelepemente no shopping.
Aí o Waltin: bicho, aqueles não são os que cantam Ana Júlia?
É mesmo! disse eu
Passamos por eles e falamos alto o bastante para que eles ouvirem
"Bandinha de merda"
"Vão aprender a fazer rock seus puto"
"Ainda ficam usando essas barba aih"
E os caras viraram pra gente sem entender hehehe...

Depois dessa atitude 'adolescente revoltado', vieram o Bloco e o Ventura. Como 'pagar língua' é um dos esportes em que eu me dou melhor (vide o Belleti na final da Liga dos Campeões em 2006) considero talvez o melhor álbum de rock brasileiro da década.
Como eu escutei e escuto aquele som.

Três shows dos caras, em Pirinópolis, em Goiânia, em tudo quanto é quanto.
Os caras eram foda.

Aí cagaram na retranca:
Veio aquele cd abominável 4.
Só há uma explicação para aquele cd: pretensão.

Pretencioso até a próstata.

Tá, não serei injusto, existem duas músicas? três?
Pra uma banda que tinha um cd quase perfeito e um cd perfeito, onde todas as músicas são espetaculares, é muito, mas muito pouco.
É o mesmo que o Ronaldinho fez depois da temporada espetacular no Barça de 2004-2005: deu pra trás.

Até eles mesmos viram o cocô que evacuaram e tiveram medo e vergonha. Pularam fora do picadero.

Bom, isso tudo pra quê, você me pergunta?

Pra isso:

http://oglobo.globo.com/cultura/video/2009/11105/

Olhem: vejam por si mesmos.
Os caras erram Adeus você, um dos maiores hinos da banda.
Mas não erram pouco não. Erram muito.
E Camelo, porra, cadê tua voz sua biba?
Tá: não erraram tanto assim?
Porra, então termina de ver Morena, que vem no final do vídeo.
E essa música ainda é a mais recente deles.

Tudo bem, tudo bem, estou sendo muito crítico: eu mesmo não toco uma vírgula do que os caras. E é um dos primeiros ensaios do rejunte. Você está se antecipando.

Agora, tá osso de ouvir tá.

E como a vida tende a ser a nossos olhos dicotômica e maniqueísta, dessa bagaça toda, só uma coisa se salva: o cd do Little Joy, banda do Amarante com o carinha brazuca do Strokes. Cdzin deles tá até bom.

Até porque aquele namoro do Marcelo Loser Camelo com aquela acéfala e monosilábica da Malu Dã.... Magalhães é algo do capeta, com certeza. Ah, o cd do Camelo? Pretensioso de novo.

E eu que não gostava tanto do Amarante, cai a verdade na minha cara: os Loser Manos só eram alguma coisa porcausa dele.

Protógenes indiciado

Deu no 'O Bobo'

Operação Satiagraha: PF indicia o delegado Protógenes Queiroz por dois crimes
Publicada em 18/03/2009 às 09h07m

RIO - A Polícia Federal (PF) indiciou criminalmente o delegado Protógenes Queiroz, responsável pela primeira fase da Operação Satiagraha , pelos crimes de quebra de sigilo funcional e violação da Lei de Interceptações. Na avaliação da PF, o delegado revelou dados sigilosos a agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e usou de meios irregulares para fazer as escutas. Apesar do indiciamento, o Ministério Público Federal (MPF) é que vai decidir se oferece denúncia contra o delegado.
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Quanto à primeira acusação, de Quebra de sigilo funcional: relativa à participação dos agentes da ABIN na investigação (o que é totalmente legal, inclusive a tentativa de se derrubar no STF o decreto que autoriza a troca de informação entre a ABIN e os outros órgãos de investigação foi rechaçada pelo Min. Direito, muito embora não tenha entrado no mérito da questão propriamente suscitada, indeferiu a inicial por inadequação; porém, em seu voto, claramente dá a entender pela legalidade do decreto)

Eles estão tentando desqualificar Protógenes, De Sanctis e De Grandi para atacar formalmente o inquérito que condenou o banqueiro bandido Dantas. Sabem, temerosos, que a Operação foi muito bem feita e há provas inequívocas da corrupção generalizada de todos estes atores.

Que o MPF aja como guardião da Justiça deste país e refute essa tentativa absurda. Defender a condenação caluniosa de Protógenes é ser míope. Lá onde a vista ainda alcança, os tentáculos da grande corja se movimentam...

Buenos dias

Em mais uma transmissão audaciosa, nossos correspondentes levam a você todas as informações sobre as reações de nossa mui digníssima derecha!

(ou como difundir ideias em dias sem criatividade )


Notícia quentinha do 'O Bobo', o Washington Post tupiniquim.

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Sarney determina afastamento de diretores

O presidente do Senado determinou que todos os 136 diretores da casa entregassem seus cargos. Para ele, esse é o pré-requisito de uma reforma profunda.

(fonte o bobo)



136 diretores. cento e trinta e seis.
é cargo que não acaba mais.
1 diretor para cada 19 funcionários.
6 e 7 diretores, tem a Vale e a Petrobrás.

terça-feira, 17 de março de 2009

Brilhante

Lá vem o golpe ...

Não ouçam o que a Globo diz, o que o Noblat diz, o que a Veja diz, o que a Falha de São Paulo diz. Filtrem, filtrem muito estas informações.

Abaixo reproduzo, com permissão do Nassif, sua análise brilhante dos nossos últimos 20 anos como país.
Não se assustem com o tamanho, porque está tudo aí: privatização, corrupção, mensalão, FHC, PT, nova ordem mundial, etc e mais etc.

Não desistam, meus amigos, de acreditar nesse país.

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O Sistema Brasileiro de Inteligência e o jogo político, por Luis Nassif

Desenvolvendo melhor o post anterior.

Quando FHC saiu do governo, escrevi um artigo “Uma obra de arte política”, descrevendo a habilidade da estratégia de governabilidade de FHC - e o desperdício de não ter sido utilizada para um plano de desenvolvimento amplo.

A estratégia consistia em cooptar chefes regionais com migalhas do poder, mantendo incólumes os pilares centrais do governo.

Essa era apenas a perna conhecida do modelo criado por FHC.

O ponto central era o controle estrito sobre o Ministério da Fazenda e toda a estrutura debaixo dele - Banco Central, CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Secretaria da Receita Federal (SRF).

Não se tratava apenas de manter o controle técnico sobre a economia. Era nesses ambientes que se fortalecia a perna oculta do sistema de poder montado: a criação de um modelo sistêmico de aliança com o crime organizado (de colarinho branco), que se expandia na indústria de offshores, de bancos de investimentos, de gestores de recursos.

A maneira como Gustavo Franco autorizou as operações do Banco Araucária, as operações com leilões da dívida pública (sempre com dúvidas sobre sua transparência), o caso emblemático do Banco Santos - desde 1994, um banco quebrado que, mesmo assim, enviava centenas de milhões de dólares para o exterior, com autorização do Banco Central - e, especialmente, o caso Opportunity, demonstravam uma ampla cumplicidade entre autoridades e transgressores. A estrutura de fiscalização do Estado ficou totalmente amarrada pelas ordens que emanavam do centro do comando financeiro do governo.

O controle do Estado

Em entrevista que concedeu ao Terra Magazine, FHC definiu a Satiagraha como uma luta pelo controle do Estado. Nada mais claro.

Quando o PT assumiu o poder, seguiu ao pé da letra a receita de FHC - tanto nos acordos fisiológicos inevitáveis, quanto na tentativa de cooptação desses grupos barras-pesadas.

Esse trabalho se dá através dos dois estrategistas políticos de Lula, José Dirceu e Antonio Palocci. Palocci atuava especialmente através do Conselhinho (o Conselho que julga os recursos dos agentes financeiros) e da CVM - nas gestões Marcelo Trindade e Cantidiano. Livra-se o Banco Pactual de autuações severas por crimes fiscais, livra-se Dantas por crimes de lavagem de dinheiro e de desobediência às regras cambiais brasileiras, permite-se que o Banco Santos se torne o maior repassador de recursos do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) em uma leniência sistemática.

O Opportunity passa a financiar Delúbio Soares, através da Telemig Celular e Amazonia Celular. Palocci torna-se próximo de André Esteves, do Banco Pactual. E o BC mantinha olhos fechados para os crimes de lavagem de dinheiro.

O Sistema Brasileiro de Inteligência

Esse esquema começa a esboroar não apenas com o chamado escândalo do “mensalão”, mas pela iniciativa histórica do Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, de montar o Sistema Brasileiro de Inteligência.

Essa iniciativa se dá de forma paralela com o que ocorre em outros países, quando os Estados nacionais se organizam para enfrentar a internacionalização do crime organizado.

Nesse momento, começa a ruir o modelo de governabilidade baseado na aliança com o crime organizado. No combate ao crime organizado, o funcionário do BC não responde mais à sua diretoria mas a uma estrutura superior e interdepartamental. O mesmo ocorreu com outros funcionários da área econômica. O controle acaba.

Sentindo que o processo era inevitável, e escaldado pelo “mensalão”, Lula dá ampla liberdade para o aparato do Estado se organizar.

Pela primeira vez, o Estado começa a cumprir suas funções e os funcionários públicos a se libertar das amarras impostas por esse pacto espúrio. Aumenta a colaboração com as forças internacionais anti-crime, surgem as grandes operações combinadas de combate ao crime organizado. Fiscais da Receita passam a conversar com a Polícia Federal, a Coaf troca informações com o Ministério Público, a ABIN é acionada. E dessa integração começa a nascer a esperança de uma mudança estrutural não apenas no combate ao crime organizado, como na redemocratização do Estado e no aprimoramento do jogo político.

Era inevitável o choque com a estrutura de poder montada. O ovo da serpente já estava incubado, eram muito profundas as ligações entre o crime organizado, estruturas de mídia, instâncias do Judiciário, Congresso Nacional, Executivo. O país havia se criminalizado.

Pior, criminalizou-se com status. Chefes de quadrilha são tratados como brilhantes executivos, aproximaram-se de grupos de mídia, ajudaram na capitalização de alguns deles.

Um dos fatores que leva à inibição do crime é a condenação social do criminoso, a não aceitação de sua presença nos círculos sociais. Por aqui, Daniel Dantas continuou a ser aceito por praticamente todas as lideranças políticas. O ato comprovado de tentar subornar um delegado não mereceu a condenação explícita de ninguém. Pelo contrário, é elogiado pelo mentor máximo da oposição, FHC, e defendido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal.

É essa lógica vergonhosa, para nós brasileiros, que explica toda a ofensiva para desmontar o Sistema Brasileiro de Inteligência.

Mudanças irreversíveis

A questão é que o mundo mudou. O crime organizado de colarinho branco tornou-se ameaça mundial, combatido por todos os países civilizados. A Internet rompeu com a barreira da informação. Pode custar mais ou menos, mas será impossível ao país não se curvar à grande onda anti-crime que se seguirá à queda da economia global.

Algumas vezes critiquei a superficialidade de FHC, sua incapacidade de perceber os ventos, os grandes fatores de transformação que permitissem lançar o país rumo ao desenvolvimento. Bobagem minha! Seu foco era outro.

É por isso quem para ele, Protógenes é amalucado e Dantas é brilhante.

A história ainda cobrará caro de FHC por ter institucionalizado o crime organizado no centro do jogo político brasileiro.

Luis Nassif e seu blog

segunda-feira, 16 de março de 2009

Free as a bird




Por causa de uma foto, funcionários da Revista Época foram demitidos.

Olhando mais atentamente, você consegue descobrir o por que?





Ps: filado do Problema Tolo






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