O caráter fundamentalmente tautológico do espetáculo decorre do simples fato de os seus meios serem ao mesmo tempo a sua finalidade. Ele é o sol que não tem poente, no império da passividade moderna. Recobre toda a superfície do mundo e banha-se indefinidamente na sua própria glória.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
A Sociedade do Espetáculo - 13
O caráter fundamentalmente tautológico do espetáculo decorre do simples fato de os seus meios serem ao mesmo tempo a sua finalidade. Ele é o sol que não tem poente, no império da passividade moderna. Recobre toda a superfície do mundo e banha-se indefinidamente na sua própria glória.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
A Sociedade do Espetáculo - 12
O espetáculo apresenta-se como uma enorme positividade indiscutível e inacessível. Ele nada mais diz senão que "o que aparece é bom, o que é bom aparece". A atitude que ele exige por princípio é esta aceitação passiva que, na verdade, ele já obteve pela sua maneira de aparecer sem réplica, pelo seu monopólio da aparência.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
A Sociedade do Espetáculo - 11
Para descrever o espetáculo, a sua formação, as suas funções e as forças que tendem para sua dissolução, é preciso distinguir seus elementos artificialmente inseparáveis. Ao analisar o espetáculo, fala-se em certa medida a própria linguagem do espetacular, no sentido de que se pisa no terreno metodológico desta sociedade que se exprime no espetáculo. Mas o espetáculo não significa outra coisa senão o sentido da prática total da formação econômico-social, o seu emprego do tempo. É o momento histórico que nos contém
terça-feira, 25 de novembro de 2008
A Sociedade do Espetáculo - 10
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
A Sociedade do Espetáculo - 8
terça-feira, 18 de novembro de 2008
A Sociedade do Espetáculo - 7
7
A própria separação faz parte da unidade do mundo, da práxis social global que se cindiu em realidade e imagem. A prática social, perante a qual se põe o espetáculo autônomo, é também a totalidade real que contém o próprio espetáculo. Mas a cisão nesta totalidade mutila-a ao ponto de fazer aparecer o espetáculo apenas como sua finalidade. A linguagem espetacular é constituída por signos da produção reinante, que são ao mesmo tempo a finalidade última desta produção.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
A Sociedade do Espetáculo - 6
O espetáculo, compreendido na sua totalidade, é ao mesmo tempo o resultado e o projeto do modo de produção existente. Ele não é um suplemento ao mundo real, a sua decoração readicionada. É o coração da irrealidade da sociedade real. Sob todas as suas formas particulares, informação ou propaganda, publicidade ou consumo direto de divertimentos, o espetáculo constitui o modelo presente da vida socialmente dominante. Ele é a afirmação onipresente da escolha já feita na produção, e o seu corolário o consumo. Forma e conteúdo do espetáculo são, identicamente, a justificação total das condições e dos fins do sistema existente. O espetáculo é também a presença permanente desta justificação, enquanto ocupação da parte principal do tempo vivido fora da produção moderna.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
A Sociedade do Espetáculo - 5
O espetáculo não pode ser compreendido como o abuso de um mundo da visão, o produto das técnicas de difusão massiva de imagens. Ele é bem mais uma Weltanschauung tornada efetiva, materialmente traduzida. É uma visão do mundo que se objetivou.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
A Sociedade do Espetáculo - 3
3O espetáculo é ao mesmo tempo parte da sociedade, a própria sociedade e seu instrumento de unificação. Enquanto parte da sociedade, o espetáculo concentra todo o olhar e toda a consciência. Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido e da falsa consciência; a unificação que realiza não é outra coisa senão a linguagem oficial da separação generalizada.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
A Sociedade do Espetáculo - 2
domingo, 9 de novembro de 2008
A Sociedade do Espetáculo - 1
Toda a vida das sociedades nas quais reinam as condições modernas de produção se anuncia como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era diretamente vivido se esvai na fumaça da representação.










