domingo, 30 de novembro de 2008
Aforismos - I
"They are not going to win" (será?)
"Dear Community, as long I am providing my eDonkeyServer I was not minded to do any request on emule forum.
But actually the whole eDonkey network has very tough times, not only the legacy issues which force a lot of eDonkey server administrator to stop their server.
Also we have "internal" problems now.
The biggest problem is the financial aid, actually it is only possible to earn money about control the welcome message on visiting the eDonkey server. But only a few clients read this message and we have a very very small amount of clicks on our website.
So it is financially very tight calculated, we have server to pay, traffic and especially a hugh amount of lawyers' fees to say nothing about the mentally stress to provide such a server, it is not easy to be part of the enemys of RIAA, BREIN and all the other guys which would preferably send me in prison for some years. "
Quem escreve estas palavras é o criador do Emule, no forum oficial do programa (a sua primeira postagem em quase 8 anos de existência).
Não sei se conseguimos compreender a importância do Emule para a difusão do conhecimento mundial, principalmente o audiovisual. Há algumas semanas os 'servidores confiáveis', aqueles que retornam todas as buscas que você faz independente de copyright, diminuíram drasticamente. Certa variação que existe há cerca de uns dois anos, mas não com tamanha intensidade. Nesta semana, pudemos contar com 6 servidores confiáveis do emule, com menos que 1 bilhão de arquivos (número que nos tempos áureos já passou de 370 servidores, com mais de 49 bilhões de arquivos).
A batalha contra a RIAA, as gravadoras, a 'Justiça' e o conservadorismo na propriedade da Música é um pouco antiga (relembrem a queda moral do Metallica quando moveu uma ação contra o Napster há alguns anos). Embora na Grande Mídia o emule foi assunto durante algum tempo, com todos os seus percalços, nunca achei que ele tivesse qualquer possibilidade de se extinguir de forma concreta.
Principalmente porque sou sonhador, e o Emule e seus usuários-componentes, todos nós, éramos como os depositários de grande parte da cultura audiovisual digital da humanidade. Sem brincadeira. Qualquer coisa digital que você quisesse encontrar com qualidade na Terra estava depositada naquele programinha, em seus usuários através de seus servidores. Não digo muito quanto às atualidades, blockbusters, últimos lançamentos da indústria fonográfica norte-americana ou jogos de última geração: estes se esvaiam com o tempo (embora o Emule também se prestasse muito bem a isso). Se você não conseguisse encontrar no Emule o que você procurava meu amigo, poderia esquecer.
A importância do Emule é mágica: ele é feito por pessoas comuns como nós que, acreditando no valor de nossas bibliotecas musicais e em nossos filmes, ano após ano disponibilizam todo seu acervo (no meu caso uma parte menor pois nunca tive muito espaço no computador) para todos que algum dia gostariam de ouvir/ver qualquer coisa. Muito se fala sobre a lentidão do Emule, mas o Emule é baseado em um sistema muito simples: democracia+recompensa.
Eu, que já estou nestas realidades há algum tempo, pego meus álbuns e filmes com absurda velocidade. Pois eu disponibilizei tudo que eu baixei a minha vida inteira por um bom tempo, e continuo disponibilizando tudo que baixo, 24hs por dia e 7 dias por semana, para qualquer alma humana que, em qualquer lugar deste pequeno planetinha, queira ser parte dessa unidade. Eu devolvo o que eu consigo
A pergunta agora é: por que o Emule está capengando?
De modo algum pelos meios legais; muito embora o planeta hoje seja um bastião da segurança e da vigilância, bravos países ditos desenvolvidos e com certeza democráticos mantém em sua legislação oposição ferrenha a qualquer tipo de intrusão à liberdade individual e ao lobby das gravadoras. De modo que os servidores hospedados nesses países, tendo a Holanda como um dos principais (calma lá, será essa a Terra Prometida?), conseguem sobreviver à batalha judicial das gravadoras e da RIAA.
A resposta é muito simples:
O Emule está capengando pelo terrorismo impetrado pela RIAA e pelas gravadoras.
A palavra terrorismo pode soar muito forte, mas vejam o que um dos responsáveis por um dos principais servidores escreve:
"Some companies are now able to target DDOS attacks of about 5 millions packets per second
on the destination they want, letting it last one month if they want."
Em informática, DDOS atack é um tipo de ataque (no sentido bélico da palavra) no qual muitos computadores (mas muitos mesmo) mandam pequenos pedaços de mensagem a um único computador (neste caso um servidor), requisitando qualquer informação. Quando este computador tenta responder às solicitações constantes nas mensagens que recebe, se não tiver capacidade (o que ocorre na maioria dos servidores "piratas) ele pifa. Em outras palavras, imaginem uma pessoa que num discurso capital tenta responder todas as perguntas de uma grande platéia que lhe são atiradas ao mesmo tempo (mesmo que tais perguntas não almejem qualquer sentido).
Este é o modus operandi que as gravadoras e a RIAA seguem. Ultrapassando os meios legais , pagando muito pelos melhores advogados em direito internacional da atualidade, elas fazem jogo-baixo (que não é de nenhum modo revelado) ao esmagar indivíduos e pequenas comunidades virtuais que se esforçam na luta contra todo o sistema.
Dito isso, por toda a minha história eu sou e serei fiel ao Emule. Por ter feito e fazer parte de forma tão visceral a essa comunidade, sinto uma puta punhalada no meu peito quando vejo uma das coisas que eu mais amo e acredito na minha vida ser dilacerada de forma tão baixa pelas gravadoras e pelo capital.
Mas a vida é assim mesmo, não é?
sábado, 29 de novembro de 2008
Berlin: die Sinfonie der Großstadt, 1927
Algumas semanas atrás, o Belém havia me emprestado o livro Introdução ao Documentário Brasileiro, de Amir Labaki, que traça um panorama histórico com as obras mais importantes do documentário nacional. Ele citava a obra São Paulo - Sinfonia da Metrópole de 1929, cujos autores, Adalberto Kemeny e Rudolf Rex Lustig, no Brasil mas de naturalidade húngara, evidentemente seguiram a idéia original deste filme. Assim, eu já possuía alguma idéia, pelo livro, sobre o que esperar deste Berlim. E ainda bem, me surpreendi muit: imaginara algo muito aquém da grandiosidade deste filme
Porque a saber pela data estampada na capa, 1927 (81 anos atrás), pensei que encontraria um filme de linguagem simples (não se esqueçam sobre meu saber ridículo sobre o tema), predominantemente histórico, sem fundo crítico ou social (ao contrário da escola soviética de Vertov e Eisenstein). Ledo engano.
Participamos, vendo o filme, de um dia em Berlim, do amanhecer ao mais tardar da noite. O filme é dividido em atos, que separam este dia fictício (montagem: esta é a palavra original desta obra). Já nos primeiros momentos, uma pequena amostra da beleza que estaria por vir: na panorâmica montada no trem, que vinha do interior calmo, sereno, vazio, somos levados de choque destas paragens bucólicas ao progresso: trilhos, fios elétricos, pontes, numa rápida sucessão de imagens, lembrando-nos que a cidade é feita de aço e eletricidade.
Contrário ao filme original que é mudo, esta versão que assisti possui trilha sonora, muito bem composta e unida à estética da película, por Timothy Brock em 1994 (a trilha sonora original se perdeu). Sinfônica, cuja sonoridade e composição antigas, a la Wagner, facilmente me enganaram, acreditando que era a trilha original do filme. De certo modo, creio que ela facilitou de maneira imprescindível minha aceitação ao filme, e contribuiu de sobremaneira para o viés de minha análise.
Porque da união da trilha sonora com o filme sentimos uma palavra: grandiosidade. A cidade de Berlim se torna grandiosa, um organismo vivo que necessita de alimententação para suas indústrias, fornalhas, seu maquinário pesado, cujos operários que a alimentam (no sentido entomológico) são as pessoas (ausentes nos primeiros minutos, saem às ruas como formigas correição).
Há alguns elementos de cunho sociopolítico, contraposições das classes sociais, pobres e ricos, nos vários momentos do dia: o almoço do peão de obra e do burguês no restaurante chique, as mulhers com seus empregos nos jornais (que nos fazem lembrar o quão importante é a comunicação de massa para a nossa sociedade, de antes e, principalmente, de hoje), a diversão dos opostos (os cavalos e teatros para os ricos, os esportes e as piscinas para os pobres); muito embora estas passagens, a crítica não é lacinante, expõe mas é rapidamente atenuada pela idéia de que o que importa é a metrópole, Berlim, a metrópole que necessita destas pessoas para existir.
As linhas de circulação de pessoas (bondes, metrôs, carros, carroças) conectam o filme. Há um momento factual que demonstra grandiosidade da obra e de sua linguagem: entre os bondes e trens que circulam apinhados de pessoas quase se esbarrando nas curvas, a dinâmica do filme , velocidade e movimento, ruas, pessoas, em um momento, um policial fecha o cruzamento e também cessa o movimento do espectador: neste exato instante, com o tempo parado, um mendigo aparece, catando bitucas de cigarro espalhadas pelo chão. Muito embora toda a grandiosidade e união da cidade, há pessoas do lado de fora da festa.
Esta é uma das boas críticas que o filme faz, entre outras, como a cena do almoço do rico e do peão já citado, mas que, infelizmente, é rapidamente engolida pela velocidade das tipografias dos jornais, do trabalho nas fábricas e no movimento das ruas. A noite, os divertimentos, os espetáculos teatrais, a boa vida. Por fim, fogos de artifício. A imagem de Berlim, metrópole e supra-organismo-nação, é uma imagem de felicidade, belle époque na golden age, progresso, união e alguma harmonia (todos, muito embora seus papéis, são todos parte de uma grande epopéia, de algo único e brilhante).
Em 1927 a República de Weimar na Alemanha colhia os frutos em sua era de ouro, período de renascimento cultural e economico, que iria findar-se em 1929-30. Por isso a importância deste filme, tanto como cinema quanto peça histórica. A beleza impressionante deste filme, com sua cidade da esperança, o tom feliz, a falsa união forjada, contrastam-se com os anos de terror e medo que viriam após com a subida do Partido Nazista no poder. Em uma cena, soldados alemães marcham por uma rua, única cena militar entre um filme todo civil: o que parece ser aquele prenúncio pequeno, embora fundamental, da história que não tardaria a vir.
Como realização cinematográfica, social, histórica, política, estética, artística, este é um dos documentos mais importantes já produzidos pelo homem. A trilha sonora é muito boa, contrapondo o ritmo mecanico e automático das máquinas com passagens calmas e melódicas quando as pessoas são foco. Todas as suas contradições e ambiguidade só demostram o seu real valor em todas estas áreas, e acima de tudo, como fator estimulante para uma reflexão crítica e subjetiva sobre cinema, arte, história, realidade. Sem dúvida, um dos melhores filmes que já vi.
Cinema: o bom caminho
Meu grande amigo Belem, um sujeito mais que extraordinário mereceria, pelo menos, alguns vários posts nesse humilde espaço, se eu pudesse expressar com palavras a sua grandeza. Certo dia, quando nós três estávamos tomando uma cerveja ao entardecer no S4, ele me veio com essa:- Pow Belem, caraca! Claro!
- Mas vocês serão os diretores.
- Quê ?
Explico: o Belem é um dos grandes nomes do cinema nacional com dois filmes ganhadores no FICA (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental), As Cidadelas Invisíveis e Concerto da Cidade, e de longe um dos caras mais fodas que já conheci. Oras, como eu, um vulgo qualquer, com apenas uma leve paixão pelo cinema e uma grande vontade de fazer cinema, posso iniciar já como diretor? É uma piada, não é Belém?
De quebra, ele nos fez um maravilhoso pacote com 8 documentários essenciais da história do cinema em DVD, são eles:
- Berlim, a Sinfonia da Metrópole, de Walther Ruttman (Berlin: Die Symphonie der Großstadt, 1927, Germany, 50 mins, B&W, silent)
- Crônica de um Verão, de Jean Rouch (Chronique D'Un Été, 1960, France, 90 mins, B&W, mono)
- Um homem com uma câmera, de Dziga Vertov (Chelovek s kinoapparatom, 1929, Soviet Union, 68 mins, B&W, silent)
- Edifício Master, de Eduardo Coutinho (2002, Brasil, 110 min, cores)
- O País de São Saruê, de Vladimir Carvalho (1971, Brasil, 80 min, B&W)
- Primárias, de Robert Drew (Primary, 1960, EUA, 60 min, B&W)
- Notícias de uma Guerra Particular, de Kátia Lund e João Moreira Salles (1999, Brasil, 57 min, cores)
- O Triunfo da Vontade, de Leni Riefenstahl (Triumph des Willens, 1935, Germany, 114 min, B&W)
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Ciência: A que ponto chegamos?
Minha formação acadêmica e filosófica é científica. Sou cético ao extremo, como uma das minhas principais características, que chega a ser muito irritante.
Sempre me imaginei sendo cientista, entre tubos de ensaios e bequers, enfurnado em um laboratório na semi penumbra, tentando descobrir os vários segredos que a existência propõe a nós todos. Fascinado, claro, pelo seu poder altamente categórico. Tive uma contribuição e sorte de gostar de estudar, a achava que esse era o melhor motivo para empregar minha energia.
Acontece que com tanta sede pelo conhecimento, conheci também a Ciência, com C maiúsculo, na minha faculdade. E descobri que, embora façam o máximo para esconder essa faceta, a ciência é feita por seres humanos, é uma invenção humana, é um produto humano. E como produto humano, suscetível às piores falhas que o caráter humano possa imaginar, ele além de tudo é regido pelos interesses humanos.
Quanto às falhas humanas objetivas, o método científico tem uma admirável capacidade, e deve a isso sua grande vantagem e fundamento, de poder perscrutar e eliminar sérios erros e obstáculos que poriam por terra suas teses, se reerguendo, reformando, adaptadando-se (usando um termo de minha área) ao passar do tempo se necessário; se não há possibilidade, descontói-se o terreno outrora sólido para que possa ser erigido um novo fundamento para o saber do futuro. Sempre levando em conta os novos fatos científicos que surgem em seu âmago.
Essa é a história bonita.
É muito comum lermos sobre as mazelas que a Ciência pode causar, principalmente as tecnologias da destruição, da guerra, do ódio. A bomba atômica, por exemplo, só para citar o mínimo. E muito lemos também sobre as benesses que podem ocorrer da utilização pacífica dos meios científicos, para o engrandecimento humano e as maravilhas de todos.
Novamente, retorno à idéia principal: a Ciência é uma invenção humana. Quem a dirige são seres humanos, falhos, influenciáveis, com interesses dúbios ou não tão incontroversos. E é justamente nessa subjetividade que reside o grande problema da Ciência. Aliado ao fato de que a Ciência é produzida em um sistema capitalista espetacular, um bom exercício mental seria imaginar o pior dos dois mundos juntos.
A Sociedade do Espetáculo - 12
O espetáculo apresenta-se como uma enorme positividade indiscutível e inacessível. Ele nada mais diz senão que "o que aparece é bom, o que é bom aparece". A atitude que ele exige por princípio é esta aceitação passiva que, na verdade, ele já obteve pela sua maneira de aparecer sem réplica, pelo seu monopólio da aparência.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
A Sociedade do Espetáculo - 11
Para descrever o espetáculo, a sua formação, as suas funções e as forças que tendem para sua dissolução, é preciso distinguir seus elementos artificialmente inseparáveis. Ao analisar o espetáculo, fala-se em certa medida a própria linguagem do espetacular, no sentido de que se pisa no terreno metodológico desta sociedade que se exprime no espetáculo. Mas o espetáculo não significa outra coisa senão o sentido da prática total da formação econômico-social, o seu emprego do tempo. É o momento histórico que nos contém
terça-feira, 25 de novembro de 2008
E agora, no picadeiro...
A Sociedade do Espetáculo - 10
domingo, 23 de novembro de 2008
14º Goiania Noise
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
I
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
A Sociedade do Espetáculo - 8
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Conversa de Nóias Partidas
luiz.alfredo [ http://thenatureandnurture.blogspot.com ] diz:
hehehe eh ;D
luiz.alfredo [ http://thenatureandnurture.blogspot.com ] diz:
vc nem da moral pro peixe
nem deu pra iguana
luiz.alfredo [ http://thenatureandnurture.blogspot.com ] diz:
eu aqui, todo biólogo
dando presentes vivos pra ela
ela matando todos
luiz.alfredo [ http://thenatureandnurture.blogspot.com ] diz:
tsc tsc tsc
Kacielli diz:
nem pra vc eu dou moral...hehehhe
Kacielli diz:
:P
Sojourn of Arjuna
So Arjuna and Krishna, you know, they're hanging out on the battlefield.
so Krishna drops a little science on him, he says:
you know it's the way of spiritual growth
a man must go forth from where he stands
he cannot jump to the absolute, he must evolve toward it (can you hear that)
Krishna says, at any given moment in time, we are what we are:
Arjuna, we have to accept the consequences of being ourselves,
and only through this acceptance can we begin to evolve further.
We may select the battleground but we cannot avoid the battle.
So Krishna tells Arjuna "it follows". Therefore that every action under certain circumstances and for certain people may actually be a stepping stone to spiritual growth.
A Sociedade do Espetáculo - 7
7
A própria separação faz parte da unidade do mundo, da práxis social global que se cindiu em realidade e imagem. A prática social, perante a qual se põe o espetáculo autônomo, é também a totalidade real que contém o próprio espetáculo. Mas a cisão nesta totalidade mutila-a ao ponto de fazer aparecer o espetáculo apenas como sua finalidade. A linguagem espetacular é constituída por signos da produção reinante, que são ao mesmo tempo a finalidade última desta produção.
And I pushed her to the limit, to see if she would break

Poles Apart (Gilmour, Samson, Laird-Clowes)
Did you know . . . it was all going to go so wrong for you
And did you see it was all going to be so right for me
Why did we tell you then
You were always the golden boy then
And that you'd never lose that light in your eyes
Hey you . . . did you ever realise what you'd become
And did you see that it wasn't only me you were running from
Did you know all the time but it never bothered you anyway
Leading the blind while I stared out the steel in your eyes
The rain fell slow, down on all the roofs of uncertainty
I thought of you and the years and all the sadness fell away from me
And did you know . . .
I never thought that you'd lose that light in your eyes









